SÁBADO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Desperto bem cedo. Abro os olhos. Vou até à janela. Lá fora um sol glorioso ilumina o dia.
É um sábado. Um sabadão daqueles!
CARPE DIEM (aproveite o dia), como aconselharia o poeta romano Horácio, se vivesse em nossos dias.
Hoje vou fazer tudo dentro do meu tempo. Sem correria. Sem pressa.
Não se trata de um sábado para apenas viver.
É dia de caminhar no Calçadão pela manhã. Cruzar com gente conhecida. Dar uma olhada nas vitrines.
Vai bem um cafezinho na Cafeteria do Faro. Depois, atravessar a rua e dar uma esticada até ao Mercadão Municipal. Saborear um pastel acompanhado de um caldo de cana. Encontrar amigos. Jogar conversa fora, que ninguém é de ferro. É uma boa terapia. Foi o que disse uma amiga psicóloga. E Quem não precisa de alguma terapia nos tempos atuais?
O sábado é ensolarado, energizado. São José parece ficar mais leve. Há uma sensação de alegria no ar. Ao longo do Calçadão músicos exibem seu talento.
O Centro pulsa, vibra. Nas portas das lojas os vendedores procuram atrair transeuntes com suas ofertas. Alguns, de microfone em punho, convidam as pessoas a entrar. Aquela vendedora tem uma voz aveludada…
Que tal uma chegada nos sebos? Neles é possível encontrar livros bons e baratos. Eu mesmo tenho comigo um exemplar de “ As Cem Melhores Crônicas brasileiras”. Paguei o preço de um cafezinho de boteco para ler o melhor de Rubem Braga e Clarice Lispector.
As horas passam. O dia vai chegando ao fim. Porém, lembranças desses momentos não se apagam de minha memória. Fica aquele gostinho de “quero mais”.
Até outro sábado!
Por Gilberto Silos

Foto: Divulgação/PMSJC
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