Seminário “Convexas: amplificações da abstração na arte”
Produção abstrata brasileira é tema de seminário on-line que acontece, em maio, no Instituto de Arte Contemporânea – IAC
Contribuir para o fortalecimento de uma historiografia que reconheça a complexidade dos processos culturais são alguns dos pontos do evento

O Instituto de Arte Contemporânea – IAC realiza o seminário “Convexas: amplificações da abstração na arte”, organizado pelo curador André Pitol e a comunicadora Patricia Wagner, que acontece entre os dias 18 e 22 de maio de 2026 (segunda a sexta-feira), das 19h às 21h, em formato on-line e gratuito pela plataforma exclusiva https://vocs.tv/iac-seminario-convexas/.

O seminário tem como objetivo central promover o debate contemporâneo sobre a produção abstrata desenvolvida na segunda metade do século XX — período marcado por intensas transformações no campo das artes visuais e pela consolidação de propostas estéticas que exerceram influência duradoura na cena artística nacional.
Os artistas visuais que serão abordados no seminário são: Kázmér Fejér (1923-1989), Anatol Wladyslaw (1913-2004), Edith Behring (1916-1996), Fayga Ostrower (1920-2001), Willys de Castro (1922-88), Manuel Messias (1945-2001), Almir Mavignier (1925-2018), Rubem Valentim (1922-91), EXAT 51 (1950-1956), Edival Ramosa (1940-2015), Hermelindo Fiaminghi (1920-2004), Ivan Serpa (1923-1973), Yolanda Mohalyi (1909-1978), Isabel Pons (1912-2002) e Maria Polo (1937-1983).
Para isso, convida um conjunto de pesquisadores, entre brasileiros e estrangeiros, formado por: Heloisa Espada (Professora e curadora do Museu de Arte Contemporânea – MAC USP), Gabriel Zacarias (Professor de História e Diretor do Museu de Artes Visuais Unicamp), Leandro Muniz (Artista, mestre em Artes pela USP e curador assistente no MASP), Guilherme de Lima Fernandes (Pesquisador, educador e artista-gravador, mestre em História da Arte pela UNIFESP), Abigail Lapin Dardashti (Professora Assistente de História da Arte e Estudos Visuais na University of California, Irvine), André Pitol (Curador-adjunto da 36ª Bienal de São Paulo e professor da especialização em Crítica e Curadoria da PUC-SP), Ljiljana Kolešnik (Professora emérita e consultora sênior de pesquisa no Instituto de História da Arte de Zagreb, Croácia), Yuri Fomin Quevedo (Curador do acervo da Pinacoteca de São Paulo e professor da Escola da Cidade), Adele Nelson (Professora de História da Arte e Co-Diretora do Centro de Estudos Visuais da América Latina na Universidade do Texas, EUA) e Talita Trizoli (Historiadora da arte, curadora e pesquisadora, especializada em questões de gênero e ética no campo da arte).
A iniciativa busca articular e fomentar pesquisas recentes, bem como diálogos abertos em torno das vertentes geométrica, concreta, neoconcreta e informal no contexto das artes visuais, com enfoque principal, embora não exclusivo, no cenário brasileiro.
De maneira transversal à discussão sobre artistas e linguagens, e reconhecendo o papel decisivo dos acervos documentais na reconstituição de trajetórias, redes de atuação e processos de criação, o seminário também se propõe a refletir sobre os desafios e as potencialidades dos arquivos — seus papéis, ausências e possibilidades — no que se refere à preservação da memória documental da produção artística e às suas implicações nas narrativas hegemônicas e contra hegemônicas. A noção de convexidade manifesta-se, assim, na ideia de uma superfície voltada ao exterior, capaz de expandir e amplificar a repercussão dessa produção.
Sobre o IAC
Raquel Arnaud fundou o Instituto de Arte Contemporânea em 1997, visando preservar e disponibilizar para pesquisa uma ampla coleção de documentos relacionados à trajetória e à obra de artistas visuais brasileiros.
Com cerca de 120 mil itens atualmente, a coleção se compõe de estudos, cadernos de anotações, projetos, protótipos, fotografias, fotogramas, cartas, documentos pessoais e materiais gráficos, entre outros formatos que compõem o arquivo de artistas, arquitetos e galerias de arte. Trata-se de um vasto conjunto que permite ao público conhecer a vida e o processo de criação desses agentes, bem como suas relações com os movimentos artísticos em diferentes períodos.
Amilcar de Castro, Antonio Dias, Carlos Zílio, Carmela Gross, Gregori Warchavchik, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Ivan Serpa, Jorge Wilheim, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Paulo Bruscky, Petit Galerie, Raquel Arnaud, Regina Silveira, Rubem Ludolf, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo, Ubi Bava e Willys de Castro são os fundos atualmente presentes no acervo. A cada ano, novas coleções são incorporadas. Além de ser um centro de documentação e pesquisa, o IAC oferece ao seu público exposições, cursos, seminários, ações educativas voltadas para escolas públicas com enfoque em inclusão social e acessibilidade, bolsas de formação em conservação, pesquisa e educação patrimonial. https://www.iacbrasil-online.com/
Palestrantes e Programação do Seminário
18 a 22 de maio de 2026, das 19h às 21h
Inscrições gratuitas: https://vocs.tv/iac-seminario-convexas/
Mesa 1 — dia 18 de maio de 2026 – segunda-feira (português), às 19h
Heloisa Espada – Do Bio-Romantismo à Arte Concreta: Kázmér Fejér e a Abstração na Hungria no segundo Pós-Guerra
Gabriel Zacarias – Abstrações variantes de Anatol Wladyslaw
Mesa 2 — dia 19 de maio de 2026 – terça-feira (português), às 19h
Leandro Muniz – A textura da experiência: abstração e historicidade
Guilherme de Lima Fernandes – Abstração em diálogo: novas perspectivas sobre a gravura contemporânea no Rio de Janeiro (1960-1980)
Mesa 3 — dia 20 de maio de 2026 – quarta-feira (português), às 19h
Abigail Lapin Dardashti – Esculpindo o Sul Global: Rubem Valentim e a Arte Diaspórica Transatlântica
André Pitol – A gráfica afro-diaspórica de Edival Ramosa: abstração geométrica entre Rio de Janeiro, Milão, Liubliana e Porto Rico
Mesa 4 — dia 21 de maio de 2026 – quinta-feira (inglês), às 19h
Ljiljana Kolešnik – Reescrevendo o Concretismo: EXAT 51 e as Redes Transnacionais da Arte Concreta do Pós-Guerra
Yuri Fomin Quevedo – Hermelindo Fiaminghi: a execução da geometria e da cor
Mesa 5 — dia 22 de maio de 2026 – sexta-feira (Português), às 19h
Adele Nelson – A intermidialidade de Ivan Serpa: comprimindo formas e tecnologias, antigas e novas
Talita Trizoli – Abstração Migrante no Feminino: Yolanda Mohalyi, Isabel Pons, Fayga Ostrower e Maria Polo
O seminário “Convexas: amplificações da abstração na arte” é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea – IAC e suas atividades são amparadas pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, do Governo Federal.
Outras informações sobre os patrocinadores estão disponíveis no Instagram do Instituto de Arte Contemporânea – IAC.
créditos
André Pitol: João Medeiros
Patricia Wagner: IAC
legendas
Sem título (estudo)
Estudo de composição nas cores vermelho e azul, em papel quadriculado, do artista Willys de Castro.
Data: s/d
Dimensões: 15 x 5,4 cm
Nº de ordem: 10360 | WIL15/121
Fundo Willys de Castro – Acervo Instituto de Arte Contemporânea
Sem título (estudo)
Estudo com tintas azul, laranja, branco e possui contorno com lápis. Verso com assinatura e ano de produção.
Data: c.1956
Dimensões: 20,1 x 23,4 cm
Nº de ordem: 23411 | HERF01/1656
Fundo Hermelindo Fiaminghi – Acervo Instituto de Arte Contemporânea
Sem título
Página de encadernação com fotografia de obra da série “Mangueira” colada.
Data: c. 1970
Dimensões: 28,8 x 23,6 cm
Fotógrafo não identificado.
Nº de ordem: 38397 | IVAF10/456
Fundo Ivan Serpa – Acervo Instituto de Arte Contemporânea
marmiroli comunicação, 23 ANOS
Erico Marmiroli
[+5511] 99372.7774
erico@marmiroli.com
marmiroli.com
FB IG /marmiroliPR
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