Eleições entre o caos e a liberdade
Joka Faria
Meia-noite, 12 de outubro de 2026, segunda-feira.
Estamos vivendo um momento histórico. Já vivi as Diretas Já, a eleição de Tancredo e o calvário. Na eleição de 1989, antes, acompanhei de longe o nascimento do PT, partido oriundo do movimento sindical, da Teologia da Libertação da Igreja Católica, e que trouxe a figura de Luiz Inácio Lula da Silva, uma liderança carismática.
E agora estamos na eleição do segundo turno, enfrentando uma extrema direita corrosiva para a democracia.
Com Lula, as pesquisas falharam.
Como diria um velho ditado popular, a água está batendo na bunda. E estamos em polvorosa, nas ruas e nas redes sociais, construindo a campanha de Lula.
Manifestações nas mais variadas cidades nesta semana que passou e a dois domingos das eleições. Nos movimentamos, em tentativas de conseguir votos. Só o tempo vai nos dizer, mas somos agora soldados da democracia. Um tal de Janones criou um exército que não seja de Brancaleone.
Este texto não tem desfecho, tem luta, e no dia da eleição saberemos o resultado. Ninguém dorme ou vive tranquilo se tem alguma consciência cidadã.
O que foi a construção deste exército de extrema direita, não só no Brasil?
Falha na educação pública? Falta de fé no rumo da humanidade?
Estamos em polvorosa e alerta, refletindo e agindo, errando e acertando.
Ouvi Gonzaguinha para me encher de esperança, li Fernando Pessoa, Eclesiastes, salmos e poesia, mas não vou descansar. Vou até o fim para não sucumbirmos ao fascismo.
João Carlos Faria
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial extraído do site https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/ato-pela-reeleicao-de-lula-leva-milhares-a-avenida-paulista
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