Bacurau aqui e agora!
As ameaças do Norte se espalham por toda a América Latina e chegou até nós. O que antes parecia apenas uma teoria da conspiração, hoje é uma evidente possibilidade de se realizar.
A cidade onde moro, considerada a cidade tecnológica, é aqui onde ficam os centros de pesquisas espaciais, o INPE, o ITA, a Embraer, a Avibras e tantas outras, de suma importância para todo o país. Seríamos os primeiros afetados pelas ameaças do norte? Até quando vamos suportar essas intimidações que emplacam o medo?
O nosso país não investiu o suficiente em defesa, como deveria ter feito desde há muito tempo. O mundo nunca viveu em paz e quem somos nós, para carregar essa bandeira da paz quando somos ameaçados o tempo todo?
Realmente o brasileiro é um ser diferente de tudo quanto é espécie no mundo real. São inteligentes, sagazes, criativos e com uma capacidade inventiva em todas as áreas do conhecimento, como nenhum outro povo tem, mas sempre cortados, podados e limitados pelos que se acham os donos do mundo. Até quando vamos nos submeter quando sabemos que podemos nos defender de igual para igual?
A luta vai continuar, mesmo dentro de um cenário onde muitos aqui torcem pelo inimigo, declaradamente ajudando-os no ímpeto de nos atacar, de roubar nossas riquezas, de nos subjugar, de nos tornar outra vez os colonizados e nosso país, uma colônia, dos malfeitores. Os piratas modernos saqueiam o continente sul americano, podem fazer o que querem. Como vamos reagir, sem defesas a altura?
Desde as cavernas o homem luta, nunca viveu em paz, então a esquerda desse país deve cair na real e largar de mão dessa cultura de paz e amor como resquícios de hippies dos anos 60. Decerto que a velha história de guerra de guerrilhas estava encerrada e que os novos heróis estavam no campo da tecnologia, mas acordamos para a vida e percebe-se que a tecnologia se voltou contra nós, sendo usada para o bel prazer dos grandes do silício, com interesses escusos, desde a primavera árabe. O que fazer agora quando o mundo está se voltando para as velhas estratégias de guerra, como sempre foi? No limiar de uma nova era, que na verdade de nova não tem nada, apenas repetições e repetições de eras perdidas na memória de um povo sem memória.
Na hora da luta, é preciso se defender, ninguém pode deixar-se morrer sem lutar e como não se tem armas para isso, é preciso empregar a criatividade, muito da natureza do povo brasileiro. Os heróis no Brasil, franzinos por falta de tantas coisas, mas com o olhar “nítido como um girassol” e o pensamento firme para buscar soluções de um jeito ou de outro.

Vamos lembrar de Lunga, franzino, revoltado, perseguido, foragido, mas intrépido e corajoso o suficiente para ajudar toda uma comunidade a se defender eficazmente do inimigo, com inteligência e ações coordenadas. O nosso psicotrópico pode ser apenas o instinto de sobrevivência mesmo, um catalizador do cortisol que traz a coragem necessária para agir rapidamente.
Vamos nos espelhar em Bacurau aqui e agora. Pronto, falei!
Elizabeth de Souza
170726
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