Esse cordel foi criado durante uma campanha realizada em uma escola em que trabalhei. A internet se tornou parte das nossas vidas e não há como retroceder, mas junto com ela também precisam crescer nossa ética, empatia e moral. A filósofa Lúcia Helena Galvão, contemporânea do nosso tempo, disse em uma palestra que um avião pode ter a tecnologia mais avançada e um piloto com grande capacidade técnica, mas com a evolução moral da Idade Média. Essa situação precisa ser modificada e, para isso, se faz necessário algo que nenhuma IA ou sistema tecnológico é capaz de fazer: ARTE.
CyberBullying
Da licença, vim falar
Do que a todos nós compete
Algo feio de fazer,
Mas que ainda repete
E cabe a todos, também a mim
Acabar dando um fim
Em bullying na internet
Não tem nada de bonito
Nem que mereça curtida
Ver uma pessoa na rede
Ser zuada e ofendida.
Se tu vês, não compartilha
Isso dói e muito humilha
A quem ali tá referida
Não tem graça fazer meme
Sentir vergonha alheia
Ficar aí de zap em zap
Desfiando uma teia
Um dia vai chegar sua vez
De provar do mal que fez
Aí a coisa vai ficar feia
Não fique gastando crédito
Nem acabe com seu plano
Comentando lá no face.
Nem que seja por engano
O que ao outro faz vergonha.
A cyberbullying se oponha
Você não é robô é humano
Pra que expor ao ridículo
Quem convive em sua rede
E não fique dando conversa
A quem da sua vida tem sede
Sem parar nenhum segundo
Tu sabes que esse mundo
Virtual não tem parede
Ouvindo som, vendo Live
Se divirta do seu jeito
Só que nunca se esqueça.
Trate todos com respeito
Seja amigo, parente
Os que pensam diferente
Todo mundo tem direito
Não oprima seu amigo
Põe isso pra escanteio
Acolha sem preconceito
Quem tá ou não em seu meio
Nessa vibe não dê corda
Tira essa pilha, poda
Porque fazer bullying é feio
William Prado
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