Galeria Karla Osorio apresenta duas exposições individuais paralelas “MINHAS MÃOS SÃO SEUS CAMINHOS”, Robson Marques, Galerias 4 e 5, Pavilhão II “CONDENSAR TEMPOS”, de Marcos Roberto, Galerias 1, 2 e 3 Pavilhão I
Abertura: BRUNCH, sábado, 25 julho 2026, 11 – 14h
A Galeria Karla Osorio de Brasília inaugura duas exposições individuais:

“MINHAS MÃOS SÃO SEUS CAMINHOS”, de Robson Marques, com mais de dez obras inéditas do artista. Baiano de Feira de Santana e radicado em São Paulo, Marques integra o grupo Vilanismo, irmandade de homens negros artistas que participou da 36ª Bienal de São Paulo;
e “CONDENSAR TEMPOS”, do artista paulista Marcos Roberto, reúne 15 obras de várias séries que têm o metal como matéria-prima. Operário que se descobriu artista no ofício, Marcos desponta como nome promissor das artes visuais brasileiras.
Trata-se das primeiras exposições individuais dos dois artistas na Capital, que abrem juntas no dia 25 de julho, das 11h às 14h, no espaço da Galeria no Lago Sul.
Sobre as exposições
“MINHAS MÃOS SÃO SEUS CAMINHOS” é a primeira exposição individual de Robson Marques, artista brasileiro natural de Feira de Santana, no Agreste Baiano. Cidade nascida do cruzamento, era ponto de parada de tropeiros e boiadeiros e hoje é o maior entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste. Vir desse chão já é vir de um caminho, e é isso que a produção de Robson reafirma desde sempre: ele não inventa o cruzamento, apenas o segue.
O artista carrega em si duas migrações: A primeira, de corpo, até São Paulo, onde vive e trabalha. A segunda, de linguagem: um repertório visual forjado na Baía de Todos os Santos levado para territórios que ainda não o conhecem. Porque a Bahia, no fundo, é isso: todos os santos, todos os Silva, todos os Souza, um sobrenome que cabe em qualquer um que carregue esse chão consigo.
Se o caminho se faz com as mãos, é porque nada aqui chegou pronto. O gesto de fazer atravessa a exposição; arrumar, tecer, pintar, transmitir, em corpos, tecidos, camisas de time, mãos que se encontram, santos e cortejos.
O que se herda precisa ser refeito, a cada geração, com as próprias mãos. Uma mão que se estende para outra é gesto de transmissão — o caminho sendo repassado, ensinado, refeito. Cães, ruas, feixes de flores, bandeiras: tudo pertence a um mesmo corpo de memória em movimento. O conjunto de obras mostra o caminho sendo feito, mão por mão, que se sustenta em terreno novo.

“CONDENSAR TEMPOS” reúne 15 obras de Marcos Roberto dos últimos 4 anos, em sua primeira individual em Brasília. O conjunto sintetiza parte de seu percurso tão original, de metalúrgico a artista visual: uma produção visceral e comprometida com sua própria história, que condensa tempos diversos em diálogos complexos para projetar um futuro melhor. O trabalho não se esconde, está presente nos materiais, reforçado pelas pinceladas vigorosas e escancarado pela força de peças detalhadamente elaboradas. Na lida com o ferro bruto e pesado, o artista cria poesia. O material se torna leve, fluido, porém o conteúdo ressalta sua força na crueza das temáticas sociais que aborda.
Em síntese, com sua obra única e de técnica inovadora, Marcos nos permite encontrar poética e leveza em algo feito para ser rígido. Ele consegue dar movimento ao que era estático para falar de um mundo cuja transformação deseja. O metal, material áspero e cortante, se converte em pinturas e esculturas pungentes e delicadas, com paletas de cores suaves, projetando suas mensagens por meio da reinvenção da natureza.
Sobre os artistas

Robson Marques (Feira de Santana/BA, 1986) é migrante em São Paulo, autodidata e curioso. Suas pinturas surgem da interseção entre manifestações populares, estética afrofuturista e pulsante cultura da periferia. Ao entrelaçar histórias, estórias e mitos, o artista revisita memórias e paisagens da infância, ressignificando-as em representações que transcendem os clichês visuais comumente ligados a tais mundos. Cada traço, cada textura é ponte que reconecta à sua origem, desenterrando ancestralidade viva, indelével. Marques explora múltiplas dimensões da cultura popular, investiga explosões nas realidades que compõem o Brasil diverso e se debruça sobre personagens e cenários cotidianos, desvelando beleza única que se esconde nessas vivências. Marques é integrante da Vilanismo, irmandade de artistas negros que participou da 36ª Bienal de São Paulo.

Marcos Roberto é artista visual autodidata e operário metalúrgico. Sua prática artística explora a materialidade industrial, utiliza metal e outros materiais como base para suas pinturas. O contraste entre a superfície rígida e fria do metal e as cores vibrantes e formas aplicadas por ele cria uma tensão dinâmica, que reflete a dualidade entre a solidez dos materiais e a fluidez de sua expressão artística. Inspirado por sua experiência como operário, o artista aborda em seu trabalho questões de violência, desigualdade e a mercantilização da vida cotidiana. Suas criações funcionam como ato de resistência, visando conscientização e necessidade de mudanças sociais. São obras que emergem de um chão forjado em metal, marcado por cercas e cinzas.
Serviço:
Exposições individuais – “MINHAS MÃOS SÃO SEUS CAMINHOS”, de Robson Marques e “CONDENSAR TEMPOS” de Marcos Roberto
Abertura sábado, dia 25 julho, 11 – 14h
Galeria Karla Osorio (SMDB Conjunto 31 Lote 1B – Lago Sul / Brasília – DF) – Pavilhões I (galerias 1, 2 e 3) e II (galerias 4 e 5)
Em cartaz até 06 setembro 2026
Visitação: segunda a sexta, 9h – 18h, sábados 9h – 14h
A entrada é gratuita. Recomenda-se agendar por telefone, e-mail, DM no Instagram ou WhatsApp.
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