Minha religião é o prazer!

Em minhas andanças por aí fui tomar um café e encontrei um pé de café…suas frutinhas estavam verdes ainda, esperando…vermelhar, enegrecer, virar pó e deixar-se sorver. Como é belo esse eterno comer a si mesmo.
O café desperta o prazer carregado de cheiros alucinantes, levam para terras distantes, terracota, terra molhada, goiaba, chuva fina, paisagem de outono, bolinho de chuva, amigos companheiros em momentos de puro prazer. E de prazer em prazer, vou caminhando pelo mundo, até o fim…E faço o religare com minhas entranhas in-delírio.
Para sobreviver nesse mundo em desolação, escolho o prazer. Afinal, as dores já fazem parte da eterna recorrência nesse mundo vão…por onde caem as criaturas em sua vã filosofia.
Como diz o Zeca Baleiro: “Minha religião é o prazer”!
Elizabeth de Souza
030526
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