A BABEL DO SILÊNCIO
Na antessala, aquele burburinho.
O forte aroma do café servido parecia excitar os presentes a falar ao mesmo tempo.
Cada um dava a sua opinião e arrogava-se possuir a solução.
De repente, abre -se a porta e ouve -se um tonitruante “ ENTREM”.
Por fim, o encontro foi assim: falou-se em demasia, e no final não feliz ficou o dito pelo não dito.
Ninguém conseguiu entender o sentido das palavras.
O olhar e o tom de voz como meios de expressão, também foram inócuos.
Ao final, restou apenas o silêncio.
Ah…O silêncio! Aparente nada que é; essa muda eloquência…
O silêncio foi revelador na ausência de “palavras”, e o efeito foi devastador.
Por Gilberto Silos

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Realmente o silêncio é revelador…a gente enxerga tanta coisa no silêncio.
Oi, Beth. Tudo bem com você?
Há situações em que o silêncio feira.
Grato pelo seu comentário.