A Babel do silêncio

A BABEL DO SILÊNCIO

Na antessala, aquele burburinho.

O forte aroma do café servido parecia excitar os presentes a falar ao mesmo tempo.

Cada um dava a sua opinião e arrogava-se possuir a solução.

De repente, abre -se a porta e ouve -se um tonitruante “ ENTREM”.

Por fim, o encontro foi assim: falou-se em demasia, e no final não feliz ficou o dito pelo não dito.

Ninguém conseguiu entender o sentido das palavras.

O olhar e o tom de voz como meios de expressão, também foram inócuos.

Ao final, restou apenas o silêncio.

Ah…O silêncio! Aparente nada que é; essa muda eloquência…

O silêncio foi revelador na ausência de “palavras”, e o efeito foi devastador.

Por Gilberto Silos

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Sobre Gilberto Silos 275 Artigos
Gilberto Silos, natural de São José do Rio Pardo - SP, é autodidata, poeta e escritor. Participou de algumas antologias e foi colunista de alguns jornais de São José dos Campos, cidade onde reside. Comentarista da Rádio TV Imprensa. Ativista ambiental e em defesa dos direitos da criança e do idoso. Apaixonado por música, literatura, cinema e esoterismo. Tem filhas e netos. Já plantou muitas árvores, mas está devendo o livro.

2 Comentários

  1. Oi, Beth. Tudo bem com você?
    Há situações em que o silêncio feira.
    Grato pelo seu comentário.

Obrigada pelo seu comentário!