Como sons suaves ajudam a melhorar o sono e reduzir a ansiedade?

Como sons suaves ajudam a melhorar o sono e reduzir a ansiedade?

Professora da Faculdade Santa Marcelina explica como ritmo, melodia e harmonia podem induzir relaxamento e transformar a qualidade do descanso

A dificuldade para dormir é um problema cada vez mais comum. Segundo a Associação Brasileira do Sono, cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia ou distúrbios relacionados ao sono. Mas a solução pode estar mais próxima, e mais simples, do que parece: a música. “A música aciona áreas do cérebro ligadas à memória, às emoções e à coordenação. Quando bem escolhida, ela é capaz de reduzir a ansiedade, regular a respiração e induzir o corpo a um estado de calma, favorecendo o sono”, explica Déborah Rossi, professora do curso de Música da Faculdade Santa Marcelina

Como a música age no cérebro

Ouvir música não é apenas uma experiência estética, mas também fisiológica. Sons mais lentos, suaves e previsíveis ajudam a sincronizar os batimentos cardíacos e a respiração, enquanto harmonias estáveis e melodias delicadas criam um ambiente de tranquilidade. Estudos apontam que músicas em torno de 60 a 80 batidas por minuto (BPM) são especialmente eficazes para preparar o corpo para dormir.

Além disso, ouvir música pode estimular a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, e reduzir os níveis de cortisol, hormônio do estresse. “Esse equilíbrio químico no cérebro ajuda não só a adormecer mais rápido, mas também a melhorar a qualidade do sono profundo”, ressalta a professora

Qual música escolher para dormir?

Segundo Déborah, músicas instrumentais, clássicas ou com sons da natureza são as mais indicadas para embalar o sono. O ideal é optar por melodias em tonalidades suaves, volume baixo e ritmo constante. “A previsibilidade do ritmo transmite segurança ao cérebro, evitando surpresas sonoras que poderiam causar despertares noturnos”, explica

Bem-estar além do travesseiro

Os benefícios da música não se restringem à hora de dormir. Ela também pode ser usada para relaxamento ao longo do dia, estudo e até como ferramenta terapêutica. Sessões de musicoterapia, por exemplo, auxiliam na redução da ansiedade, na regulação emocional e até na reabilitação cognitiva em pacientes com Alzheimer, Parkinson e sequelas de AVC.

“O importante é usar a música com equilíbrio, intercalando momentos de silêncio e evitando que ela substitua o espaço da reflexão. O som certo, na hora certa, pode ser um grande aliado do bem-estar físico e emocional”, conclui a docente.

Sobre a Faculdade Santa Marcelina

A Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Psicologia, Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Estética e Cosmética. Além disso, há também a opção de cursos na modalidade de ensino a distância, que incluem Administração, Gestão Comercial, Gestão Hospitalar e Gestão de Recursos Humanos.

 

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